atural de São Carlos, Belarmino Cesar Guimarães da
Costa, diretor da Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista
de Piracicaba, é formado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo
pela Unimep e mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) e doutor
pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Belarmino pesquisa especificamente em Teoria da Comunicação, atuando nos temas:
educação, teoria crítica, indústria cultural, comunicação e jornalismo.
Autor
do livro "Estética da Violência, Jornalismo e Produção de Sentidos",
Em
entrevista, ele fala sobre os objetivos e propostas do 5º Simpósio de
Jornalismo promovido pela Universidade Metodista de Piracicaba e relata a
importância do evento principalmente para os graduados das variadas áreas da
Comunicação e Jornalismo.
De
que maneira o senhor analisa o tema “Jornalismo e Democracia na Sociedade da
Informação” do 5º Simpósio de jornalismo da Unimep?
O
tema democracia deve ser retomado para discutir o papel dos meios de
comunicação, que além de agentes culturais e sociais, agem no campo da
política. A questão da democracia na sociedade contemporânea requer interpretar
a ação dos meios de comunicação e o uso das novas tecnologias numa sociedade
democrática requer inclusão tecnológica, debate na esfera pública, que
necessariamente passa pela mediação das formas de comunicação.
De
que maneira o senhor vê a importância do 5º Simpósio de Jornalismo para a
Universidade?
O
Simpósio de Jornalismo que chega à sua 5ª edição é um espaço para o debate de
questões do jornalismo e da comunicação, de interesse para os alunos, na medida
em que traz profissionais e pesquisadores que ajudam a refletir sobre a prática
jornalística e questões éticas da regulamentação da profissão. Para a
universidade, a área de comunicação, incluindo o jornalismo, é estratégica para
ampliar pesquisas e estudos, projetos no campo das humanidades; sendo,
portanto, o simpósio de interesse focado na área, mas que também provoca
interesse de estudantes e professores dos demais cursos da Universidade.
De
que forma o senhor vê a evolução do curso de jornalismo da Unimep nestes mais
de 30 anos?
O
curso de jornalismo da Unimep é bem avaliado pelo MEC e também de maneira
informal, pelo Guia do Estudante, fazendo com que a formação privilegie a
articulação entre teoria e prática e possibilite uma inserção dos alunos
ingressos no mercado de trabalho de forma competente do ponto de vista das
atividades jornalísticas, pelo ético e técnico. Observamos nestes 30 anos a
influência do curso na capacitação profissional, no mercado de trabalho que se
modificou muito em termos técnicos e de complexidade da vocação jornalística. Além disso, temos verificado a ida de muitos
alunos para programas de pós-graduação e vários professores do curso de
jornalismo foram formados pela própria Universidade.
Houve
mudanças quanto aos temas do 1º Simpósio ao 5º Simpósio promovido pela
Universidade. No 1º e 2º Simpósio, os temas discutidos envolveram a ética. Já
no evento atual, o tema central será “Jornalismo e Democracia na Sociedade da
Informação”. Como o senhor traça esta linha evolutiva em relação à temática dos
eventos?
A
questão ética está sempre permanente e presente nos debates; pois, qualquer
discussão sobre tecnologia da informação, trabalho, funcionalidade dos meios,
de fundo requerem debates sobre ética e democracia. Os simpósios são
complementadores entre si; sendo que, ano a ano questões novas vem aparecendo,
requerendo questões éticas. O simpósio tem o propósito de estreitar a
aproximação da academia com profissionais e pesquisadores, ampliando as
experiências além da sala de aula.
Como
o senhor avalia a mesa-redonda com o tema “Jornalismo Regional e Integração de
Plataformas” a ser abordado no segundo dia do evento?
É
importante a discussão sobre o jornalismo regional e também a incidência das
novas tecnologias que possuem como característica as múltiplas plataformas,
conexões em rede, mobilidade na prática regional de jornalismo. É importante a
troca de experiência motivada pelos veículos do entorno de Piracicaba tendo em
conta as soluções encontradas para a produção de conteúdos voltada para a
internet.
Teremos
em dias distintos, o Diretor de Desenvolvimento Editorial do Grupo O Estado de
São Paulo, Roberto Gazzi, e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas,
Celso Schröder. Como o senhor avalia a importância desta pluralidade de visões?
A
pluralidade é a base de toda produção jornalística na produção da notícia; por
exemplo, busca diferentes fontes, posições contraditórias, de tal maneira que a
experiência de quem está na condição de diretor de um grupo como o Estado de
São Paulo ou na presidência da Federação Nacional dos Jornalistas, faz com que
seja possível aprender diferentes visões da prática jornalística e sua
mediações na sociedade.