segunda-feira, 14 de maio de 2012

Entrevista Belarmino: Ética está em todas as discussões sobre jornalismo


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atural de São Carlos, Belarmino Cesar Guimarães da Costa, diretor da Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista de Piracicaba, é formado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Unimep e mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e doutor pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 
Belarmino pesquisa especificamente em Teoria da Comunicação, atuando nos temas: educação, teoria crítica, indústria cultural, comunicação e jornalismo.
Autor do livro "Estética da Violência, Jornalismo e Produção de Sentidos", 
Em entrevista, ele fala sobre os objetivos e propostas do 5º Simpósio de Jornalismo promovido pela Universidade Metodista de Piracicaba e relata a importância do evento principalmente para os graduados das variadas áreas da Comunicação e Jornalismo.

De que maneira o senhor analisa o tema “Jornalismo e Democracia na Sociedade da Informação” do 5º Simpósio de jornalismo da Unimep?

O tema democracia deve ser retomado para discutir o papel dos meios de comunicação, que além de agentes culturais e sociais, agem no campo da política. A questão da democracia na sociedade contemporânea requer interpretar a ação dos meios de comunicação e o uso das novas tecnologias numa sociedade democrática requer inclusão tecnológica, debate na esfera pública, que necessariamente passa pela mediação das formas de comunicação.

De que maneira o senhor vê a importância do 5º Simpósio de Jornalismo para a Universidade?

O Simpósio de Jornalismo que chega à sua 5ª edição é um espaço para o debate de questões do jornalismo e da comunicação, de interesse para os alunos, na medida em que traz profissionais e pesquisadores que ajudam a refletir sobre a prática jornalística e questões éticas da regulamentação da profissão. Para a universidade, a área de comunicação, incluindo o jornalismo, é estratégica para ampliar pesquisas e estudos, projetos no campo das humanidades; sendo, portanto, o simpósio de interesse focado na área, mas que também provoca interesse de estudantes e professores dos demais cursos da Universidade.

De que forma o senhor vê a evolução do curso de jornalismo da Unimep nestes mais de 30 anos?

O curso de jornalismo da Unimep é bem avaliado pelo MEC e também de maneira informal, pelo Guia do Estudante, fazendo com que a formação privilegie a articulação entre teoria e prática e possibilite uma inserção dos alunos ingressos no mercado de trabalho de forma competente do ponto de vista das atividades jornalísticas, pelo ético e técnico. Observamos nestes 30 anos a influência do curso na capacitação profissional, no mercado de trabalho que se modificou muito em termos técnicos e de complexidade da vocação jornalística. Além disso, temos verificado a ida de muitos alunos para programas de pós-graduação e vários professores do curso de jornalismo foram formados pela própria Universidade.

Houve mudanças quanto aos temas do 1º Simpósio ao 5º Simpósio promovido pela Universidade. No 1º e 2º Simpósio, os temas discutidos envolveram a ética. Já no evento atual, o tema central será “Jornalismo e Democracia na Sociedade da Informação”. Como o senhor traça esta linha evolutiva em relação à temática dos eventos? 

A questão ética está sempre permanente e presente nos debates; pois, qualquer discussão sobre tecnologia da informação, trabalho, funcionalidade dos meios, de fundo requerem debates sobre ética e democracia. Os simpósios são complementadores entre si; sendo que, ano a ano questões novas vem aparecendo, requerendo questões éticas. O simpósio tem o propósito de estreitar a aproximação da academia com profissionais e pesquisadores, ampliando as experiências além da sala de aula.

Como o senhor avalia a mesa-redonda com o tema “Jornalismo Regional e Integração de Plataformas” a ser abordado no segundo dia do evento?

É importante a discussão sobre o jornalismo regional e também a incidência das novas tecnologias que possuem como característica as múltiplas plataformas, conexões em rede, mobilidade na prática regional de jornalismo. É importante a troca de experiência motivada pelos veículos do entorno de Piracicaba tendo em conta as soluções encontradas para a produção de conteúdos voltada para a internet.

Teremos em dias distintos, o Diretor de Desenvolvimento Editorial do Grupo O Estado de São Paulo, Roberto Gazzi, e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder. Como o senhor avalia a importância desta pluralidade de visões?

A pluralidade é a base de toda produção jornalística na produção da notícia; por exemplo, busca diferentes fontes, posições contraditórias, de tal maneira que a experiência de quem está na condição de diretor de um grupo como o Estado de São Paulo ou na presidência da Federação Nacional dos Jornalistas, faz com que seja possível aprender diferentes visões da prática jornalística e sua mediações na sociedade.

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